Sunday, 10 December 2017

Cinemas de Antanho: Salão Central

O Salão Central (cinema) data de 8 de Abril de 1908, e sucedeu a uma casa alemã de artigos de electricidade. [Araújo:1939]


Em 1908 — onde fora a capela do Palácio Foz, dedicada a de Nª Sª da Pureza — é inaugurado o Salão Central: «O mais luxuoso e deslumbrante salão de animatógrapho de todo o país», sendo sócio-gerente Raul Lopes Freire, filho de um reputado comerciante lisboeta. Tinha a configuração de um pequeno teatro, com trabalhos cenográficos de Eduardo Reis. Dispunha de projector e exibia filmes da Pathé, fornecidos pela Empresa Portuguesa Cinematográfica e de um conjunto musical que acompanhava os filmes — na época do mudo —, através de uma partitura original, ou improvisada na altura, mas que preenchia igualmente os intervalos com música ao gosto da assistência.

Salão Central [1911]
Praça dos Restauradores, 31; Elevador da Glória
 Joshua Benoliel, in AML







 
Encerrado em 1926, reabriu portas em 1928 com a designação «Cinema Central» depois de realizadas obras e de uma completa remodelação.

Salão Central [1909]
Praça dos Restauradores, 31; Palácio Foz, legação dos Estados Unidos da América; Elevador da Glória
 Joshua Benoliel, in AML



Friday, 8 December 2017

Leitaria Chic

Este estabelecimento — com frontaria ostentando elementos decorativos Arte Nova — funcionava no piso térreo do primeiro Éden Teatro demolido em meados da década de 1930.

Leitaria Chic [1932]
Praça dos Restauradores, 20
Fotógrafo não identificado, in Arquivo do Jornal O Século

O topónimo Praça dos Restauradores foi atribuido pela edilidade lisboeta presidida por José Gregório da Rosa Araújo à « nova praça que fica limitada do lado do nascente e do lado do poente pelos predios do antigo largo do Passeio Publico e de parte das antigas ruas Oriental e Occidental do Passeio Publico, do lado do norte pela recta que une os cunhaes formados na juncção da rua dos Condes e da calçada da Gloria com as duas ruas acima referidas, e do lado do sul pela cortina da rua do Jardim do Regedor e pelos predios do antigo largo do Passeio Publico», conforme refere o Edital de 22/07/1884. [cm-lisboa.pt]

Wednesday, 6 December 2017

Monumento da Guerra Peninsular

O Monumento da Guerra Peninsular — um dos mais interessantes e emotivos de todo o país, a despeito do seu peso escultórico — assenta admiravelmente neste começo do Parque do Campo Grande ao centro da Praça Mousinho de Albuquerque [hoje de Entrecampos]. È uma obra de arte capaz de ser entendida por tôda a gente. O povo — quere-lhe bem.

 
A subscrição pública  iniciou-se logo nesse ano, sendo a primeira pedra colocada em 15 de Setembro O concurso foi ganho pelos artistas J. de Oliveira Ferreira, estatuário, e F. de Oliveira Ferreira, arquitecto, que deram por concluído  o seu magnifico trabalho em 29 de Novembro de 1932. O monumento, alguns meses coberto por umas sarapilheiras, foi descerrado naturalmente — e com gáudio geral — numa noite de temerosa tempestade. 
A inauguração oficial realizou-se em 8 de Janeiro de 1933, com a presença do Chefe do Estado, general Carmona, do Presidente do Conselho, Dr. Oliveira Salazar, do general Teixeira Botelho, presidente da Comissão. e seu animador, e do presidente da Câmara Municipal, general Daniel de Sousa, que recebeu o monumento em nome da Cidade.
Esteve também presente o Embaixador da Inglaterra, Claud Russel, neto de Lord Russel que foi companheiro de Wellington na última fase da Guerra Peninsular.
Demos volta ao Monumento,que bem a merece.

Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular [entre 1933 e 1950]Campo Grande (Entrecampos)
À direita, a embocadura da futura Avenida dos Estados Unidos da América
Judah Benoliel. in AML

Na face principal do pedestal [S.] temos a legenda, expressão do pensamento nacional reconhecido: «Ao Povo e aos Heróis da Guerra Peninsular», e esta outra inscrição: «Levantamento popular pela Independência — Junho 1808».
O fulcro do Monumento é o seu grupo escultórico, ao alto, trabalhado em bronze, e no qual nove figuras, rodeiam a Pátria, que alça o duro gládio de Afonso Henriques, arrebatada que foi a bandeira às garras da águia napoleónica, que corôa o grupo e o monumento; os soldados e o povo da arraia meuda irmanam-se na mesma febre salvadora.

Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular em construção [c. 1932]
Campo Grande (Entrecampos)
À direita, a embocadura da futura Avenida dos Estados Unidos da América
António Passaporte. Colecção Loty

O pedestal está todo êle guarnecido, nas quatro faces e ângulos, de grupos escultóricos, talhados em pedra. Num lado, o da frente [S.], aí temos três vigorosas figuras populares, em magníficas expressões: logo outro grupo, com seis figuras, onde se vê o general Silveira, que arrasta uma peça de artilharia; ainda, no outro ângulo, com um demasiado realismo, algumas figuras de crianças e de mulheres trucidadas,ou mortas de fome. Tôdas estas imagens, talhadas com vigor, no qual a tragédia e a glória de vencer se dão mãos— aformoseam o monumento, no qual estão inscritos versos dos «Lusíadas» e se admira uma evocação, materializada numa alegoria, às glórias e relíquias do passado. ¹

Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular [entre 1933 e 1950]Campo Grande (Entrecampos)
À esquerda, a embocadura da antiga Avenida 28 de Maio, depois de 1974, Avenida das Forças Armadas 
Estúdio Horácio Novais. in Biblioteca de Arte da F.C.G.


Bibliografia
¹ ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XIV, p. 64-65, 1939.

Sunday, 3 December 2017

Praça do Aeroporto, vulgo Rotunda do Relógio

O topónimo Praça do Aeroporto, vulgo Rotunda do Relógio, foi atribuído pela Câmara Municipal de Lisboa através de Edital datado de 17/02/1947, à «Praça existente no local em que se encontram a Avenida Alferes Malheiro (hoje Av. do Brasil), a Avenida do Aeroporto, a Estrada de Sacavém (hoje A. Gago Coutinho) e outros arruamentos».
A Comissão de Toponímia, na sua reunião de 3/02/1947, apreciou duas informações da Secção de Escrivania, nas quais se expunha a conveniência da atribuição de nomenclatura «ao troço de via pública situado no prolongamento da Avenida Almirante Reis e que termina em frente do edifício do Aeroporto da Portela».

Praça do Aeroporto [1961]
Aeroporto da Portela; Avenida do Cabo Ruivo, hoje Avenida Marechal Gomes da Costa (1966)
João Goulart, in AML

Quando, nos anos 20 do século passado, se começou a sentir a necessidade da existência de um aeródromo em Lisboa, foi decidido em Março de 1928, por proposta do Comandante Quirino da Fonseca, construí-lo na Portela de Sacavém.
Esta era a localização “ideal, dada a ausência de aglomerados urbanos circundantes e, simultaneamente, a proximidade do centro da cidade (5km) e do porto fluvial”. Os trabalhos só se iniciaram passada uma década e o Aeroporto foi aberto ao tráfego em 15/10/1942. [cm-lisboa.pt]

Friday, 1 December 2017

Praça do Marquês de Pombal, 5 (Ventura Terra)

Estamos na Praça Marquês de Pombal, vulgarmente denominada «Rotunda», que constitue o eixo de irradiação de avenidas e grandes artérias, projectadas já em 1882, mas cuja execução muito se fêz demorar. [Araújo: 1939]


Datado de 1901 é o prédio, na altura considerado casa de aluguer, correspondente ao n.º 5 da Praça do Marquês de Pombal, e que foi demolido em 1998, depois de um lento processo de degradação patrimonial (vd. Fernandes, J. M., Lisboa em Obra(s), Lisboa, 1997, p. 98). O alto standard da construção fazia com que cada andar, com duas habitações, tivesse jardim de inverno. Os inquilinos do rés-do-chão e do primeiro andar teriam além do mais jardim ao ar livre. A fachada, por seu turno, era revestida de mármore e azulejos numa elegante simetria servida pela estilização dos elementos arquitectónicos e frontão coroante. 

Praça do Marquês de Pombal, 5 [1970]
Ao centro, prédio do risco do arq.º Ventura Terra; Hotel Fénix (dir.)
Arnaldo Madureira, in AML

O seu autor foi Ventura Terra (1866-1919) que um ano antes ganhou o concurso para o pavilhão de Exposição Universal de Paris de 1900 (França, J. A. A Arte em Portugal do séc. IX, vol. II, 1966, p. 143). Tornou-se um arquitecto muito solicitado e respondeu às encomendas mais diversas, com grande versatilidade, responsabilidade profissional e competência, que o seu treino parisiense de cinco anos junto de Victor Laloux ajudou a definir com esmero.

Enquadramento do prédio n.º 5 na Praça do Marquês de Pombal [1934]
(clicar para ampliar)
Pinheiro Corrêa, in AML

Bibliografia
TEIXEIRA, José de Monterroso, Rotunda do Marquês:«a cidade em si não cabia já» ou a monumentalidade (im)possível)

Wednesday, 29 November 2017

Avenida Dona Amélia: Asilo de Santo António

O Asilo de Santo António, mais tarde designado por Associação Protectora de Infância Santo António de Lisboa, e presentemente com o nome de Associação Pró-Infância Santo António de Lisboa, foi fundado em 22 de Março de 1891, com 13 associados, por Luís Pinto Moitinho, ourives de profissão, sendo a administração confiada a uma direcção composta por sete elementos efectivos e três suplentes. Inspirados pelos sentimentos do seu fundador, foram elaborados os Estatutos, aprovados segundo Alvará de 3 de Junho de 1890, pelo Governador Civil de Lisboa.

O Asilo foi inaugurado a 1 de Abril de 1892 com 13 educandas. Nessa altura o Asilo localizava-se numa casa do Largo do Conde Pombeiro, que pertencia ao Conde de Azarujinha, e só em 16 de Junho de 1895 foi inaugurado o edifício na Av. Almirante Reis, que na altura se intitulava Av. D. Amélia. Tinha como finalidade acolher raparigas órfãs às quais era ministrada educação industrial e profissional, mais tarde começou a ser-lhes dada uma educação literária e técnica. Durante muito tempo quase manteve o exclusivo da fabricação de estojos.

Asilo de Santo António [1938]
Avenida Almirante Reis, primeiro dos Anjos depois de Dona Amélia; Rua Maria Andrade (dir.)
Eduardo Portugal, in Arquivo Municipal Lisboa

Em 8 de Abril de 1893, visitou o Asilo de Santo António S. Majestade a Rainha Senhora D. Amélia, acompanhada pelo Príncipe Real D. Luiz Filipe, entendendo a Direcção deste Asilo, dever nomeá-lo Presidente Honorário. Nos livros dos visitantes escreveu Sua Majestade a Rainha:
"Visitando hoje a casa em que se acha estabelecida a Associação Protectora da Infância Santo António de Lisboa, tive o ensejo de avaliar quanto é útil e moralizadora esta Instituição, congratulando-me por vêr meu filho, o Príncipe Real, presidir a uma obra que honra quem a empreendeu pelo bem que faz e prepara as crianças que a frequentam com princípios sãos e aptidões para o trabalho que nobilita."

Asilo de Santo António [ca. 1935]
Avenida Almirante Reis; Rua  Luís Pinto Moitinho (dístico de 1906)
Ao fundo, na Rua  Luís Pinto Moitinho, observa-se a antiga capela e parte do edifício do Asilo de Santo António; em primeiro plano, vê-se a Igreja dos Anjos e as novas motocicletas com side-car da Polícia de Segurança Pública
Ferreira da Cunha, in Arquivo Municipal Lisboa

O Asilo de Santo António, possuía uma capela [vd. 2ª foto] na rua que tem o nome do seu benemérito fundador, Luís Pinto Moitinho, ourives de profissão, que de modesto caixeiro, na loja de seu sogro, fundada na Rua da Prata, em 1790, chegou a prestimoso benemérito pelo seu perseverante trabalho. Foi o fundador do jornal «O Caixeiro» e da Associação de Classe dos Ourives e Artes Anexas, tendo falecido com 71 anos. 
_____________
Bibliografia
NEVES, Eduardo Augusto da Silva, Do sítio do Intendente, in Olisipo: boletim do Grupo "Amigos de Lisboa", 1950.
Apisal.pt

Sunday, 26 November 2017

Igreja de Nossa Senhora do Loreto ou dos Italianos

A Igreja é, no seu exterior, e como a observas, interessante, mesmo nobre, fazendo contraste sério na arquitectura geral com a da Encarnação, mais fria. Guarda bastante do primitivo templo anterior ao Terramoto, principalmente arte em pedra.¹


Foi a primeira igreja do Loreto erecta n'uma ermida de St.° Antonio — refere o precioso Portugal Pittoresco e Illustrado — que os confrades da nação italiana ampliárão por concessão do pontifice Leão X, e d'EIRei D. Manoel, pelo anno de 1517, sendo depois annexada ao cabido Lateranense por um breve, que o mesmo cabido passou a 20 d'abril do anno de 1518, confirmado pelo mesmo papa Leão X em 1523, e ultimamente por Benedicto XIII em 6 d'abril de 1726.
No dia 29 de março de 1651 , quarta feira de Lazaro, aconteceo queimar-se esta igreja com a grave perda de mais de 400:000 cruzados, salvando-se comtudo apenas o cofre do Santissimo Sacramento, que foi transferido para a ermida de N. S.a do Alecrim, começando-se no mesmo anno, a 17 d'abril, a desentulhar a igreja para se reedificar, e no fim de 25 annos o templo foi acabado com todo o primor.²

Erigida em 1518 — a pedido da comunidade italiana residente em Portugal — foi recuperada após o Terramoto de 1755, segundo projecto de Joaquim António dos Reis Zuzarte, depois substituído por José da Costa e Silva, trata-se de uma igreja de nave única, revestida com mármores de Itália e decorada com estátuas de pedra dos Evangelistas e dos Apóstolos. A capela-mor, de abóbada de berço e retábulo de mármore polícromo, acolhe a imagem da padroeira e surge ladeada por 12 capelas com pinturas e decoração barroca.

Igreja de Nossa Senhora do Loreto ou dos Italianos [ant. 1895]
Largo do Chiado; Rua da Misericórdia
Francesco Rocchini, in AML

O olisipógrafo Norberto de Araújo chama a especial atenção dos curiosos para a invulgar imagem de Nª Sra. do Loreto, com o Menino: «No nicho alto, sôbre a arquitrave, entre pilastras compósitas, ostenta-se a curiosa imagem da Virgem do Loreto, que oferece a particularidade de se envolver num manto afunilado, cinzelado de jóias, a figura sem braços, a cabeça e o meio corpo do Menino espreitando desta espécie de saco. É esta a iconografia tradicional da Virgem. O portal é decorativo, com suas colunas caneladas que sustentam um entablamento ornamentado, sôbre o qual avulta o conjunto de dois anjos ladeando as armas pontifícias, obra de Borromini, ou de Bernini, segundo alguns informadores, da primeira metade do século XVII, isto é: da primeira construção. Nos nichos laterais, à altura de meio pórtico, observa as imagens, duras de escopro, de S. Pedro e S. Paulo, do estilo italiano de seiscentos, mas atribuídas a um escultor francês.» ¹

Igreja de Nossa Senhora do Loreto ou dos Italianos [Início do Séc. XX]
Largo do Chiado; Rua da Misericórdia
Joshua Benoliel, in AML

Bibliografia

¹ ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. V, p. 16, 1938. 

² DENIS, Fernando ,Portugal pittoresco; ou, Descripção histórica d'este reino,  p. 53, 1846.

Friday, 24 November 2017

Panorâmica sobre o Vale da Lapa da Moura: Chafariz das Terras

No século XVIrecorda-nos Norberto de Araújoo lado poente do actual bairro [da Lapa], que cai sobre a Pampulha, era de campos matizados de casas e arvoredos, onde aqui e ali afloravam pedreiras. Uma lapa, numa dessas rochas deu origem à «Lapa da Moura», designação oral, e documentada, que precedeu a de «Cova da Moura» ainda existente. A “«lapa» – à Pampulha, sítio mais antigo – subiu para Norte e Nascente até ao Mocambo e, deslocando a designação, firmou a Lapa de setecentos.


Em fundo, paredes meias com a Tapada das as Necessidades, espalmada entre muros, sobe a Calçada do mesmo nome, vendo-se, ao cimo desta, o palacete da Casa de Bragança no gaveto para a Rua do Borja; logo abaixo, entre a Calçada e o ramal do Aqueduto ou Galeria das Necessidades, o Vale da Cova da Mourasímbolos do passado que se foram para dar lugar a novos arruamento, por onde corre actualmente a Avenida Infante Santo, construída na década de 1940 e que implicou a demolição parcial do referido aqueduto; em baixo à esquerda, na Travessa do Chafariz das Terras, junto à «Casa das Iscas» e adossado ao troço do Aqueduto das Águas Livres, vislumbra-se o Chafariz das Terras; do lado direito do ramal, encontramos a Rua do Pau da Bandeira, «dístico antigo e pitoresco»  — diz Norberto de Araújo —, «cuja origem me escapa» e que comunica com a referida Travessa através de um dos arcos do aqueduto contíguo ao chafariz. (vd. 2ª foto).

Panorâmica sobre o Vale da Cova da Moura [s.d.] [prov. início séc. XX]
Travessa do Chafariz das Terras e Chafariz das Terras; Rua do Pau da Bandeira; Calçada das Necessidades
Fotógrafo não identificado, in AML

Localizado na Tv. do Chafariz das Terras, à Cova da Moura, o Chafariz das Terras surge encostado ao Aqueduto das Águas Livres, sendo abastecido pela água proveniente da Galeria das Necessidades. De construção mais tardia, 1867, e por iniciativa camarária, tal como atesta a inscrição patente numa tabela quadrangular, de vértices chanfrados, existente na frontaria do chafariz, traduz uma solução mais simples e funcional em relação aos imponentes modelos de chafarizes abastecidos nos primeiros tempos de funcionamento do Aqueduto. Chafariz de planta rectangular, com um largo espaldar, cujo pano frontal surge delimitado lateralmente por cunhais coroados por pequenos coruchéus em pirâmide. A meio da cimalha ostenta as armas da cidade inscritas numa moldura circular e na base possui 2 tanques de recepção de águas diferenciados assentes sobre degraus. Uma porta lateral dá acesso ao interior da arca de água.

Chafariz das Terras [1970]
Travessa do Chafariz das Terras e o arco que liga com as Ruas do Arco do Chafariz das Terras e do Pau da Bandeira
Assim como a Rua do Arco do Chafariz das Terras este é um topónimo fixado na memória da cidade em data que se desconhece mas que será seguramente do final do século XVIII já que a denominação deriva do primitivo Chafariz das Terras, construído em 1791, mais acima daquele em que está hoje; neste sítio tem a data de 1867.
Artur Inácio Bastos, in AML

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. VII-IX.
monumentos.pt; cm-lisboa.pt
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